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Homilia do Bispo de Aveiro na solenidade da Imaculada Conceição PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 09 Dezembro 2011 23:40

“Bendito seja Deus que nos abençoou em Cristo. E n’Ele nos escolheu” (Ef. 1-4)

1.É com as palavras deste magnífico hino da carta aos Efésios, proclamada na segunda leitura, que saúdo Maria, a eleita de Deus para ser Mãe de Jesus, o Filho de Deus. Por Maria, Deus nos abençoou em Cristo. É com estas mesmas palavras que saúdo a Igreja de Aveiro, nascida deste projeto de Deus, como povo por Ele escolhido para ser bênção divina no itinerário da nossa história humana.

No texto do evangelho de hoje vemos em Maria, a expressão mais bela da humanidade que, apesar da rutura do pecado e da experiência da fragilidade humana, de que nos falava o livro do Génesis (Gén 3, 9-15), se mantém aberta ao mistério de Deus. Nela se concretiza a esperança de Israel e o caminhar daqueles povos que procuram a verdade e sonham com um futuro de dignidade, de justiça e de paz.

Ao mesmo tempo, Maria é a realidade da humanidade enriquecida por Deus, como o provam as palavras da saudação do anjo que proclama: «O Senhor está contigo», «Encontraste graça diante de Deus» (Luc 1, 28-30). Deste ponto de vista, Maria converte-se na figura por excelência do Advento, verdadeiro sinal da presença de Deus no meio dos homens. Ela é a humanidade que ama e espera, que recebe e aceita Deus, acolhe a sua Palavra e se converte em instrumento da sua obra. Assim descobrimos que, na raiz da esperança de uma humanidade aberta a Deus se encontra o princípio da fé pela aceitação de Deus sempre presente e atuante, como se vê na resposta de Maria: «Faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Luc 1,38).

A vida de Maria, a Imaculada Conceição, foi um longo e exigente caminho de fidelidade ao projeto de Deus. Com Maria, a Mãe de Jesus, aprendamos, também nós, a colocar-nos neste caminho singelo de servir o amor de Deus que nos ama e a abrirmos o nosso coração para a missão, multiplicando os dons que de Deus recebemos. O testemunho, o exemplo e a proteção de Maria, a Imaculada Conceição, serão também para a Igreja de Aveiro força e bênção para esta bela caminhada, iniciada há três anos, rumo ao Jubileu.

 

2.São grandes as incertezas, os desafios, os apelos e as angústias deste tempo e do mundo que somos chamados a servir. Mas é bem maior ainda a força da presença de Deus no seu rosto filial e irmão marcado em cada um de nós e na sua Igreja pelo Espírito Santo. Por tudo isto a nossa forma de amar a Deus em Aveiro, o nosso modo de anunciar o Evangelho de Cristo, o nosso jeito de construir aqui e agora o reino de Deus é servir em Igreja e como Igreja.

Cinco anos depois do início, a partir desta Sé Catedral, Igreja Mãe da Diocese, do meu ministério em Aveiro, e agora ainda mais consciente do amor de Deus por esta sua Igreja e por cada um de nós quero soltar cada vez mais as amarras do coração e abri-lo à existência em Cristo na Igreja. No limiar do Jubileu torna-se mais visível para mim e desejo que o seja para todos que é de bênção a hora que vivemos e que unidos na comunhão e comprometidos na missão, como lembrava o nosso II.º Sínodo diocesano procuraremos cumprir ainda mais neste tempo jubilar o sonho inicial do nosso primeiro Bispo, D. João Evangelista: «Dar à Diocese o sangue próprio das suas veias, os dois pulmões do seu peito por onde respirasse e aquele calor típico que ateasse e conservasse por toda a parte do seu território a alma da mesma Igreja».

É nesta Igreja viva, verdadeira fraternidade de famílias, como nos propomos nesta etapa pastoral da nossa Diocese, decidida a percorrer o caminho da esperança e entrada nos umbrais da porta da fé que o cinquentenário do Concílio e o Jubileu da nossa Diocese nos abrem que nós queremos viver hoje esta Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, colocando no seu coração de Mãe os nossos sonhos e projetos pastorais.

É urgente cultivar entre nós e a partir de nós no coração do mundo a alegria da fé, a força da esperança e a comunhão da caridade. O futuro, que nasce por entre as luzes e sombras do tempo presente, só é possível a partir da força interior do coração humano tocado pelo amor de Deus e decidido a inundar de bondade e de esperança o mundo para que as bem-aventuranças do reino estejam ao alcance de todos por igual.

 

3.Nesta caminhada de Advento/Natal sentimos que este pulsar novo da Igreja se deve fazer sentir necessariamente na família, que é esperança e dom, centro da vida da Igreja, segundo a bela expressão de João Paulo II, onde vem sentir-se o fluxo da vida humana e social em todas as suas dimensões. Que também as famílias da nossa Diocese aprendam na escola do presépio e a exemplo de Maria, a Senhora do Advento, e se deixem encantar neste Natal e sempre, a partir daí, pelo rosto de Jesus e pela novidade revigorante de Deus.

 

4. A ordenação de um Diácono, a caminho do presbiterado, celebrada hoje nesta Sé, em dia da Solenidade da Imaculada Conceição, em que alguns de nós revivemos o dia igual da nossa ordenação de presbíteros, constitui mais um sinal visível da bênção de Deus derramada sobre o povo que somos. Uma ordenação é sempre, para a Igreja e para o mundo, uma bênção.

Caro Nuno Queirós: acolhe o dom do ministério de Diácono que vais receber, rumo ao Presbiterado, como um tesouro de graça que te é dado por Deus através da Igreja para o serviço do mundo. Que todos possam ver em ti, em tudo e sempre, a partir de agora, um verdadeiro discípulo de Cristo, que não veio para ser servido mas para servir e em ti possam encontrar um sinal visível da bondade de Deus e do seu amor e um mensageiro feliz do Evangelho do qual deves ser ministro generoso e disponível e não apenas ouvinte esclarecido.

Rezo a Deus para que o nosso testemunho de vida e de ministério e a vivência deste tempo jubilar sejam para ti um exemplo e façam surgir na Igreja de Aveiro dons abundantes de novas vocações sacerdotais. Agradeço à tua Família e a todos os que intervieram no teu percurso formativo, ao nosso Seminário e às paróquias que te acolheram em tempo de estágio pastoral todo o bem que, por eles, Deus em ti realiza.

 

5. Que Nossa Senhora, a Imaculada Conceição, a Quem te confio e consagro, seja tua luz na vida e tua bênção no ministério e seja para esta Igreja diocesana, que hoje aqui se reúne e congrega com fé e alegria, o estímulo da nossa esperança e do nosso compromisso para a missão.

Sé de Aveiro, 8 de dezembro de 2011

D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro

in Agência Ecclesia

 
Natal: Concertos na Sé de Aveiro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 09 Dezembro 2011 23:39

Aveiro, 09 dez 2011 (Ecclesia) – Neste mês de dezembro, a catedral de Aveiro acolhe três concertos.

Como o tempo natalício que se aproxima a passos largos “é relevante do ponto de vista cultural e musical”, o comunicado enviado à Agência ECCLESIA revela que o primeiro concerto será este sábado e tem como intuito honrar a padroeira da paróquia, Nossa Senhora da Glória, e conta com a presença de dois grupos: o Coral Polifónico de Aveiro e o Coro «Laudate» de S. Domingos de Benfica.

No dia 15, o concerto que apresentará obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach é da responsabilidade da Orquestra das Beiras, juntamente com o Coro do Departamento da Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.

O último concerto será no dia 17 e é da responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro.

LFS

in Agência Ecclesia

 
Aveiro: Bispo quer diocese unida em tempo de incertezas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 09 Dezembro 2011 23:37

Aveiro, 09 dez 2011 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro apelou esta quinta-feira à unidade da diocese, como “verdadeira fraternidade de famílias”, para enfrentar “as incertezas, os desafios, os apelos e as angústias” de hoje.

“É urgente cultivar entre nós e a partir de nós no coração do mundo a alegria da fé, a força da esperança e a comunhão da caridade”, disse D. António Francisco dos Santos, na sé diocesana, ao presidir à missa da solenidade da Imaculada Conceição.

Durante a cerimónia, o prelado ordenou um diácono, Nuno Queirós, que se prepara para ser padre.

“Acolhe o dom do ministério de diácono que vais receber, rumo ao presbiterado, como um tesouro de graça que te é dado por Deus através da Igreja para o serviço do mundo”, pediu o bispo de Aveiro ao novo ministro, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

OC

in Agência Ecclésia

 
Ordenação Diaconal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 30 Novembro 2011 20:58

ordenacao-diaconalNo dia 8 de Dezembro, às 16h, na Catedral da Diocese de Aveiro, será ordenado diácono o Nuno Duarte da Silva Queirós. Depois de ter feito o seu percurso formativo no Mosteiro de Singeverga (Roriz-Sto Tirso) dos monges beneditinos e na procura de uma resposta mais acertiva ao Deus que chama, o Nuno sentiu-se interpelado a uma espiritualidade diocesana e a servir a Igreja de Aveiro no ministério ordenado. É um momento de alegria para a nossa Diocese, de um modo particular para a Paróquia de Sto André de Esgueira onde passou dois anos da sua formação pastoral, e agora para a Unidade Pastoral de Águeda onde se encontra neste momento. Sentimo-nos também unidos à sua comunidade paroquial de S. Bartolomeu de Fontiscos que o tem acompanhado neste seu percurso vocacional.

Acolher o ministério diaconal é, em primeiro lugar, estar disponível para o serviço da Igreja de uma forma sacramental, naquilo que o Concílio Vaticano II afirma como a “diaconia da liturgia, da palavra e da caridade” (LG 29). É por isso, um ministério confiado pelo bispo diocesano para o assistir, e ao seu presbitério, no cuidado e serviço à comunidade dos fiéis. O Nuno será ordenado numa perspetiva de transição para o ministério presbiteral e por isso, aprenderá como diácono a essência da sua missão futura que é o serviço e o caridade pastoral das pessoas e comunidades que lhe serão confiadas.

Sintamo-nos uma Igreja diocesana em oração pelo Nuno Queirós e, de um modo particular, na celebração eucaristia da sua ordenação diaconal.

Padre João Alves

Seminário Diocesano de Aveiro

in Seminário de Santa Joana Princesa

 
Era digital representa «um desafio teológico» PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 20 Outubro 2011 21:03

Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais evidenciaram a necessidade da Igreja Católica apostar mais numa pastoral virada para as novas tecnologias

era_digital_representa_desafio_teologicoO presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais lembrou hoje, em Fátima, que a era digital representa para a Igreja Católica “não apenas um desafio antropológico mas teológico”.

No meio de um mundo marcado pela “normalização da mudança”, favorecida pela evolução tecnológica, continua a existir uma “humanidade feita à imagem e semelhança de Deus”, com a qual se deve “comunicar com verdade”, disse D. Manuel Clemente, no encerramento das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais.

A iniciativa, organizada pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, decorreu entre quinta e sexta-feira na Casa de Nossa Senhora das Dores, subordinada ao tema “Era digital: Revolução na cultura e na sociedade”.

Mais de uma centena de profissionais ligados à comunicação social religiosa debateram formas da Igreja Católica acompanhar a “revolução digital”, aproveitar as potencialidades da Internet, marcar presença nas redes sociais, sem perder de vista a sua “identidade humana” e o caráter “face a face” que sempre privilegiou.

O último dia do encontro, este ano com direito a transmissão online através de uma parceria com o portal Sapo, foi precisamente dedicado ao painel “Era digital e comunicação na Igreja Católica”.

Segundo o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que marcou presença nas jornadas, “não há um modelo a seguir” mas sim a convicção de que a era digital “é uma oportunidade imensa de chegar a mais pessoas”, que deve ser aproveitada “com entusiasmo”.

Para D. Cláudio Maria Celli, “pode haver vários aspetos a corrigir”, no caminho que a Igreja tem percorrido nesta área, “mas se houver esta vontade em partilhar a fé com os outros, a meta será atingida”.

A forma e o conteúdo da mensagem a transmitir também foram objetos de debate, com o representante do Vaticano a apelar à urgência de “não se transformar a comunicação religiosa numa catequese pouco cativante”.

Uma ideia acompanhada por José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Renascença, para quem a “qualidade” deve ser a referência a seguir, enquanto “agregadora de confiança junto de crentes e não crentes”.

“O grande desafio, para qualquer instituição nesta área dos media, é estabelecer um compromisso com as pessoas, estruturar ideias, saber ouvir, e para a Igreja Católica não é diferente”, acrescentou Abílio Martins, responsável pelo portal Sapo.

O tema das Jornadas Nacionais de Comunicação Social deste ano inspirou-se na mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, na qual o Papa aborda a “profunda transformação operada no campo das comunicações”.

Em 2012, conforme revelou D. Cláudio Maria Celli durante a sua presença em Portugal, a Santa Sé pretende refletir sobre o “silêncio e a palavra: caminho de evangelização”.

JCP


in Agência Ecclesia

 
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